quarta-feira, 30 de maio de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
Informativo:
Domingo dia 03/06 teremos nossa reunião geral de obreiros na igreja sede.
Porem as atividades da E.B.D seguem normalmente, adquirimos um vídeo excelente sobre o assunto de nossa lição – A Grande Babilônia, que será exibido neste dia. Portanto pedimos a cooperação de todos, pois esta aula é de extrema importância para a conclusão de muitos assuntos abordados anteriormente.
Pb. Samuel Tassi
Superintendente
LIÇÃO 10 - A GRANDE BABILÔNIA
LIÇÃO 10 - A GRANDE BABILÔNIA
03 DE JUNHO DE 2012
TEXTO ÁUREO
“E ouvi outra voz do céu que dizia Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados e para que não incorrais nas suas pragas”. Ap 18.4
VERDADE APLICADA
Sob nenhuma hipótese, a Igreja do Senhor na terra, pela qual Ele entregou a própria vida na morte, deve ser confundida nem comparada com a meretriz do Apocalipse.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Entender que os falsos cristãos são, por Satanás, introduzidos na igreja, mas não fazem parte dela;
Ensinar que a meretriz não é somente a instituição religiosa, mas todo o conjunto de doutrinas e idéias que apoiam projetos contrários a Deus e ao Seu reino; e
Enfatizar que verdadeira igreja não deve tolerar a Meretriz. Mas rejeitá-la através de ensino veemente e constante da sã doutrina.
LEITURAS COMPLEMENTARES
- Segunda feira: Ap 17.4,5
- Terça feira: Ap 17.8-14
- Quarta feira: Ap 17.15-18
- Quinta feira: 18.1-8
- Sexta feira: Ap 18.9-24
- Sábado: AP 19.1-10
GLOSSÁRIO
Descrição: narração pormenorizada;
Teocrático: governo em que o poder está na mão do clero, ou de Deus; e
Hesita: ter falta de decisão.
INTRODUÇÃO
Em Apocalipse 16.17, já foi dado o anúncio da queda de Babilônia. O capítulo 17 se detém na descrição daquela que foi, e será a grande prostituta, até que seja julgada e destruída. O capítulo 18 se ocupa dos pormenores da queda e destruição dela, bem como das suas conse- quências para os habitantes da terra.
1. A MULHER MONTADA NA BESTA
Ao estudar os capítulos 17 e 18 de Apocalipse, somos tentados a identificar tanto a Besta quanto a meretriz com algum sistema político ou religioso passado e contemporâneo. Até somos estimulados a isso pelo próprio livro (Ap 13.18). Porém aqui evitaremos esta linha e nos esforçaremos para obter a maior compreensão possível do texto.
1.1.A área de influência
1.2.Os trajes da mulher
1.3.A embriaguez da mulher
2. O MISTÉRIO DA BESTA
Já tivemos oportunidade na lição sete, de estudar um pouco a respeito desta Besta, por isso, neste tópico, analisaremos somente sua relação com Babilônia, a grande meretriz. Leia atentamente o capítulo 17 para maior aproveitamento da lição.
2.1. Era e já não é (Ap 17.8a)
2.2. Ainda virá
2.3. As sete cabeças e os dez chifres
3. O MISTÉRIO DA MULHER
A meretriz do capítulo 17 pode e deve ser identificada com o sistema religioso que desde sempre se opõe ao povo de Deus. Porém jamais deve ser confundida com a igreja visível, pois esta foi edificada por Jesus (Mt 16.18) e será sustentada por Ele mesmo depois que os fiéis forem arrebatados (Ap 12.14). Ela não se transmutará em meretriz, mas deixará de existir quando se extinguirem os motivos para sua existência.
3.1. Quem é a Meretriz
3.2. Como surgirá a cidade da meretriz
3.3. A estrutura da meretriz
CONCLUSÃO
A visão da grande prostituta fascina. Poder, riqueza, luxo, ócio e vícios, exercem atração sobre as pessoas em todos os tempos e lugares. Asafe, no Salmo 73, comprova que a grande tentação é pensar e agir como os ímpios. “Mas nós aguardamos novos céus e nova terra em que habita a justiça” (2Pe 3.13).
Fontes:
Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel,
Revista: APOCALIPSE – Editora Betel - 2º Trimestre 2012 – Lição 10.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
LIÇÃO 09 - AS SETE TAÇAS DA IRA DE DEUS
LIÇÃO 09 - AS SETE TAÇAS DA IRA DE DEUS
27 DE MAIO DE 2012
TEXTO ÁUREO
“E vi outro grande e admirável sinal no céu Sete anjos que tinham as sete últimas pragas, porque nelas é consumada a ira de Deus”. Ap 15.1
VERDADE APLICADA
Só entenderemos as maravilhosas implicações de pertencer à Igreja, quando formos arrebatados para estar para sempre com o Senhor.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Exaltar a importância da igreja e o privilégio incomparável de pertencer a ela;
Enfatizar que estaremos prontos para julgar o mundo quando amarmos justiça e a santidade; e
Deixar claro que só serão julgados por Deus aqueles que se recusarem a sofrer a disciplina do Senhor.
GLOSSÁRIO
Vindima: colheita de uvas
Impraticável: que não se pode por em prática, inexeqüível; e
Recrudescimento: aumentar, recrescer.
LEITURAS COMPLEMENTARES
· Segunda feira: Ap 14.14-20
· Terça feira: Ap 15.2-4
· Quarta feira: Ap 16.2-6
· Quinta feira: Ap 16.8-11
· Sexta feira: Ap 16.12-16
· Sábado: Ap 16.17-21
TEXTO DE REFERENCIA:
E depois disto olhei, e eis que o templo do tabernáculo do testemunho se abriu no céu. Ap 15:5
E os sete anjos que tinham as sete pragas saíram do templo, vestidos de linho puro e resplandecente, e cingidos com cintos de ouro pelos peitos. Ap 15:6
E ouvi, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide, e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus. Ap 16.1
E ouvi outro do altar, que dizia: Na verdade, ó Senhor Deus Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos. Ap 16:7
E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: Está feito. Ap 16:17.
INTRODUÇÃO
Você estudou na lição anterior que a pregação do Evangelho Eterno será, ao mesmo tempo, apelo à conversão, anúncio da destruição da sociedade fundada na injustiça e na soberba humana e aviso quanto ao destino último da Besta e de seus adoradores. Cumpridas estas etapas o julgamento divino sobre a terra e seus habitantes será concluído e as últimas sentenças serão executadas “porque nelas é consumada a ira de Deus”.
1. CURIOSIDADES INICIAIS
A seção intitulada “A ceifa e a vindima” (Ap 14.14-20) faz parte dos preparativos para o derramamento das últimas pragas da ira de Deus, por isso, foi incluída nesta lição. Nela aparecem quatro anjos que somados aos três de Apocalipse 14.6-13 perfazem um total de sete. Pelas suas características parecem apontar para os anjos das trombetas em Apocalipse 8.2, e para os que derramarão os sete cálices do furor de Deus sobre a Terra.
1.1.O anjo de coroa na cabeça e foice na mão:
Apocalipse 14:14 e Daniel 7:13 indicam que esse anjo é o Senhor. Esse alguém como Filho do Homem é uma figura de Cristo, que esta pronta para lançar a foice do julgamento, em um mundo já amadurecido pela maldade e perversidade. E bom observar que o anjo não da ordem ao que esta assentado, ele clama, como alguém que sabe o momento de agir.
Quanto a Filho do Homem, vimos em Apocalipse 1:13 tratar-se de uma expressão usada para enfocar a Pessoa de Cristo, segundo o simbolismo do AT. E o titulo que Jesus mais emprega para referir-se a Si mesmo, enfatizando sua natureza humana. Rubens Szczerbacki
E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. Ap 1:13
1.2.A colheita final:
O julgamento final acontecera em dois tempos: primeiro serão recolhidos os servos de Deus, representados na lavoura de trigo madura (Ap 14.15); depois serão condenados os demais habitantes da terra, os adoradores da Besta, representados pela vinha madura: os cachos de uva serão colhidos no lagar da ira de Deus (Ap 14:19), “mas o trigo, ajuntai-o no Meu celeiro”.
O outro anjo entregou a ordem do julgamento saindo do templo, possivelmente porque Jesus repudiava qualquer conhecimento desse acontecimento (ver Mateus 24;36). Bíblia de Estudo Plenitude
1.3. Os três anjos e a proclamação dos juízos (Ap 14. 6-13):
Observamos mais uma vez outro vislumbre da graça divina, um ultimo alerta, um ultimo escape. Deus nunca se deixou a si mesmo sem testemunho. Antes de sua manifestação como o Messias de Israel, enviou João Batista (Mt 3:1) Observando o Apocalipse vemos que Deus tem pausado juízos para aplicar sua Benigna misericórdia. Agora, os anjos saem antes que as sete ultimas tacas sejam lançadas na terra. O objetivo da mensagem e que cada tribo, língua e nação tema ao Senhor e lhe de gloria, porque vinda é a hora de seu juízo (Ap 14:6,7). Na seqüência o anjo traz a revelação da queda antecipada da Babilônia, e o terceiro avisa que os que foram selados pela besta estarão perdidos para sempre (Ap 14:8-11). Neste tempo não haverá a frase “sou evangélico”, como muitos apenas declaram sem ter nada haver com Cristo.
2. OS ANJOS DAS SETE TAÇAS DA IRA DE DEUS
O capítulo 15 relata a detalhada preparação para o julgamento final. “E os sete anjos... saíram do templo” (Ap 15.6). O juízo provém do mesmo templo celestial. Os anjos saem não como servos ou mensageiros, mas como administradores reais do juízo, cingidos à altura do peito com cintos de ouro. A ira de Deus é repartida entre os sete anjos por um dos seres viventes e estará contida em sete taças de ouro.
Chegamos agora a dois capítulos de espanto excepcional. Tendo examinado os instigadores da horrível iniqüidade da terra, passamos agora ao juízo terrível das taças. Castigos severos e finais estão prestes a ser infligidos em sucessão aguda e rápida. Assim como o pecado alcançou seu clímax com o homem da iniqüidade, também agora os juízos de Deus hão de cair do Deus do juízo sobre uma terra culpada. Nos capítulos que agora examinamos temos detalhes concernentes aos juízos de Deus que precedem seu grande dia de ira. Como veremos, o derramar da sétima taça completa a ira de Deus. Então começa a ira do Cordeiro.
Desta ira dupla, diz William Newell: “Lembre-se constantemente que o próprio Cristo deve vir, afinal, e pisar o lagar sozinho em sua ira (Is 63:3-5). A ira de Deus é geral, mundial e à vista da iniqüidade e idolatria do homem. A ira do Cordeiro é particular, contra o anticristo e seu rei, e contra os exércitos unidos com o duplo propósito de impedir Israel de ser uma nação (Sl 83:4) e de determinar guerra contra o Cordeiro (Ap 19:9; Zc 12:10) a fim de impedir que ele resgate o Israel sitiado.”
Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito. Zacarias 12:10
Estes dois capítulos devem ser estudados em conjunto porque provêm detalhes para o que se afirma em termos gerais nas palavras de abertura de 11:18: “Iraram-se, na verdade, as nações; então veio a tua ira e o tempo de serem julgados os mortos.” no capítulo 15 são-nos dadas as preparações para as taças e no capítulo 16 a execução delas.
O sinal ou maravilha do capítulo 15 estende-se até o final do capítulo 16. De fato, 15:1 é resumo de tudo o que se segue. Os anjos, na realidade, não recebem as taças até 15:7, mas no versículo inicial são vistos, por antecipação, como já as possuindo. Neste grande e maravilhoso sinal que João viu temos a finalização de um trio de sinais. O “grande sinal” da mulher (Israel) é apresentado em 12:1. “Outro sinal”, do dragão, o antagonista de Cristo e seus conselhos, é apresentado em 12:3. E aqui temos “no céu ainda outro sinal, grande e admirável”. Os três sinais são vistos no céu, o lugar da habitação imediata de Deus. O terceiro sinal (mais solene do que os dois primeiros por causa de sua associação com a ira de Deus sobre a besta) é “grande” em que algo de importância enorme deve ser revelado. “Admirável” indica que a paciência divina se esgotou, e que a visitação
Terrível do juízo divino está prestes a sobrevir aos apóstatas da terra.
Parece que o conteúdo do capítulo 15 gira em torno de três frases de peso: a ira de Deus (15:1, 7), as harpas de Deus (15:2) e a glória de Deus (15:8). Bibliografia H. Lockyer
2.1.Eles saíram do Templo no Céu (Ap 15.5,6)
No presente texto, o “templo” que João viu se abrir não foi na terra, mas no céu. O apostolo contemplou o interior do lugar do testemunho de Deus. Os judeus criam que as coisas terrenas eram figuras das coisas celestiais (Hb 8:5; 9:23).
Os quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou. Hebreus 8:5
Sete anjos e sete pragas formam os meios de expressão da ira de Deus. A expressão “ira de Deus” ocorre seis vezes no Apocalipse (14:10, 19; 15:1, 7; 16:1, 19), é deveras medonha e devia infundir terror nos corações de todos os não-salvos da terra.
“Sete anjos” (distintos dos sete anjos altamente honrados e relacionados com as trombetas) saem do santuário (15:6), a residência imediata de Deus e dos anjos. Do santuário de outrora saíram os sacerdotes como ministros da graça. Agora os anjos emergem dele como ministros do juízo.
O tabernáculo do testemunho é uma frase sugestiva. Para Israel este era o símbolo da presença de Deus e de sua provisão para seu povo. Agora, porém, a santidade de Deus exige castigo do ímpio, e portanto, temos as “testemunhas” do juízo, segundo a natureza de Deus contra a besta e contra todos os inimigos de seu povo. David Brown diz: “Aqui entra em campo, de maneira adequada, o tabernáculo do testemunho, onde a fidelidade de Deus vinga seu povo com juízos sobre seus inimigos; juízos que estão prestes a se desencadear. Precisamos dar uma olhada no Santo dos Santos a fim de compreender a mola secreta e o fim do trato justo de Deus.” Bibliografia H. Lockyer
2.2.Eles estão vestidos de linho puro:
Observemos que os trajes dos anjos, no presente texto, são semelhantes aos trajes de Cristo descritos no capitulo 1:13. Temos um vislumbre do futuro, seremos semelhantes a Cristo, que por sua vez esta trajado como os anjos.
Estes sete anjos estão vestidos de maneira condizente com o caráter justo de sua missão, e também de maneira que se parece com o Senhor (1:13). Comparando com 19:8 descobrimos que o linho puro indica justiça. Bibliografia H. Lockyer
2.3.Peito cingido com cinto de ouro:
Em Isaias 15:11 esta escrito: “E a justiça será cinto dos seus lombos”. Estas vestes e cintos eram usados pelos sacerdotes e juízes da alta corte.
Enquanto os cintos de ouro, à altura do peito, (não na cintura) sugerem a obra do juízo compatível com a natureza santa de Deus. As “sete últimas pragas” sugerem finalidade e término, e assim a aparição do número sete é especialmente adequada. Chegamos ao ciclo final da visitação do juízo. É claro que as taças não trazem o fim da ira divina, uma vez que mais ataques de vinganças devem ocorrer quando Cristo vier em pessoa (19:11-21). O que temos a esta altura é a conclusão dos juízos providenciais de Deus. Estas taças estão “cheias da ira de Deus”. “Cheias” significa terminado ou consumado. Para Deus o futuro é tão certo como se fosse passado, cuja realização é tão segura como a sua Palavra. Bibliografia H. Lockyer
3. OS ALVOS DAS QUATRO PRIMEIRAS TAÇAS
No capítulo 16, à semelhança das pragas derramadas sobre o Egito, os sete anjos recebem ordem para despejar suas taças sobre a terra. Será o julgamento definitivo anunciado pela proclamação do Evangelho Eterno. Será também a última etapa do resgate do povo de Deus dos domínios do ‘iníquo’ e da purificação do planeta. Um processo parecido com a colheita e o preparo do solo para um novo plantio. Depois virá o Milênio.
O versículo que abre o capítulo 16 é rico em significação. Primeiro temos “vinda do santuário, uma grande voz”, que tem sido interpretada de várias maneiras. É possível que se refira à voz de Deus, uma vez que agora chegamos às taças da sua ira. Cristo não é mencionado até que Deus, pessoalmente, execute o juízo. Como já sugerimos, o Apocalipse é o livro da voz, e sempre que se encontra a palavra “voz”, subentende-se uma compreensão inteligente do assunto em questão. Lemos de uma grande voz, de uma alta voz e de uma forte voz. Tais adjetivos descrevem o caráter da voz e também a natureza do anúncio. Aqui, a grande voz sai do santuário, vinda do Santo dos Santos. Por exigir a santidade de Deus o juízo sobre um mundo apóstata, a ira de Deus queima com ardor feroz: “Ide. . . derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus.” Foi dada a Cristo uma ordem diferente ao se preparar para deixar os seus: “Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda a criatura.” Mas agora a graça é retirada. Já não é a taça da salvação mas a taça da ira de Deus. O Pentecoste testemunhou o derramamento do Espírito e com tal efusão houve a manifestação de uma bênção. Mas agora chegamos a outro derramamento: fúria sem mistura está prestes a descer sobre a terra. A plenitude da ira divina é esvaziada em cada taça, que por sua vez é derramada sobre um mundo culpado. A oração do remanescente judaico sofredor é respondida nas terríveis sete pragas prestes a cair: “E aos nossos vizinhos, deita-lhes no regaço, setuplicadamente, a injúria com que te injuriaram, Senhor” (Sl 79:12).
Temos, nas taças de ouro, um pouco mais de vislumbre da ira de Deus. A palavra para “taças” é “tigelas” ou “copos” e representa os vasos de boca larga usados no santuário, e que eram cheios de incenso aromático. Agora os vasos, santificados pelo uso do templo e serviço, estão cheios da ira justa de Deus e estão destinados ao juízo. E a largura da boca dos vasos tenderia a fazer com que seu conteúdo fosse derramado de uma só vez, implicando a rapidez avassaladora dos ais. Bibliografia H. Lockyer
3.1. O solo:
A Primeira Taça — Sobre a Terra (16:2)
Há algo de expressivo na execução das sete pragas. As taças, como um todo, implicam ação rápida. Golpeando, como relâmpago, destroem o reino da besta, que havia tomado para si mesma o reino do mundo. Destruição repentina sobrevirá à besta e aos seus adoradores, e não poderão escapar.
Os juízos das trombetas limitam-se, mais ou menos, ao mundo romano, mas os juízos das taças hão de cobrir a terra e devem constituir a guerra total de Deus sobre o mundo. As taças são a resposta de Deus a Satanás e destruirão seu império. Nas trombetas, o poder de Satanás é liberado a fim de dar andamento a seus objetivos. Nas taças, Deus desencadeia todo o seu poder a fim de pôr termo à obra sombria de Satanás. Entrega a seus anjos controle direto sobre todas as forças naturais, e esses anjos, por sua vez, executam o julgamento que está escrito.
Na primeira taça da ira vemos uma praga parecida com a sexta praga egípcia (Êx 9:8-12), a primeira a afligir os corpos dos egípcios. David Brown afirma: “A razão pela qual a sexta praga egípcia aqui é a primeira é por ter sido dirigida contra os magos egípcios, Janes e Jambres, para que não pudessem permanecer na presença de Moisés; de forma que aqui a praga é enviada sobre os que na adoração à besta haviam praticado a feitiçaria. Assim como se submeteram à marca da besta, da mesma forma devem levar a marca do Deus vingador.”
Então disse o SENHOR a Moisés e a Arão: Tomai vossas mãos cheias de cinza do forno, e Moisés a espalhe para o céu diante dos olhos de Faraó;
E tornar-se-á em pó miúdo sobre toda a terra do Egito, e se tornará em sarna, que arrebente em úlceras, nos homens e no gado, por toda a terra do Egito.
E eles tomaram a cinza do forno, e puseram-se diante de Faraó, e Moisés a espalhou para o céu; e tornou-se sarna, que arrebentava em úlceras nos homens e no gado;
De maneira que os magos não podiam parar diante de Moisés, por causa da sarna; porque havia sarna nos magos, e em todos os egípcios.
Porém o SENHOR endureceu o coração de Faraó, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito a Moisés. Êxodo 9:8-12
Neste sentido, ficamos a imaginar se “a chaga ruim e maligna” não afligirá a parte do corpo que leva a marca da besta—a saber, a fronte e a palma da mão. “Sofrimento físico, sem dúvida, adicionar-se-á à angústia dos homens, mas as feições principais e predominantes será o trato judicial com a alma e com a consciência—sofrimento que excede de muito qualquer aflição corporal.” Mas certamente não podemos afastar-nos das chagas literais—feridas ruins, malignas e supuradas!
A palavra usada para “chaga” significa uma úlcera feia que se extravasa de forma altamente ofensiva. Em Êxodo 9:8 Moisés e Arão jogaram cinzas da fornalha para o alto, à vista de Faraó, as quais desceram sobre homens e animais na forma de terríveis tumores. Tanto aquelas pragas como estas devem ser tomadas literalmente, como prova o fato de as feridas medonhas da primeira taça ainda estarem sobre os homens na quinta taça das trevas, onde lemos de “dores e chagas” (16:11). Estas feridas abertas indicam desesperança e também horripilância; elas são incuráveis (Dt 28:27, 35) e devem ser suportadas como prenúncio da angústia do inferno. Bibliografia H. Lockyer
3.2. As águas:
A Segunda Taça — No Mar (16:3)
Uma feição notável das sete taças não somente é sua semelhança com as pragas do Egito, mas também com as das trombetas. Nas taças, entretanto, não há o julgamento limitado das trombetas. Nesta segunda taça da ira temos um quadro de um homem assassinado e ensopando-se em seu próprio sangue. O mar e tudo o que nele há tornou-se “como um cadáver deitado em seu próprio sangue coagulado”. Sob a terceira trombeta apenas a terceira parte do mar tornou-se sangue (8:8), contudo aqui a destruição não é parcial, mas completa. Terminados os juízos, sobrarão poucas pessoas para entrarem no milênio.
E por que o mar cobre maior porção da terra, esta praga será largamente difundida em seu poder de acarretar a morte. Sangue, a marca vívida e terrível da morte, foi derramado abundantemente pela besta. Mas agora o sangue dos mártires há de ser vingado. A besta começa a colher o que semeou.
É sangue por sangue! Não há palavras para descrever a condição terrível das coisas enquanto milhões de criaturas marinhas mortas cobrem a superfície dos oceanos. O mau cheiro destas carcaças horríveis e putrefatas será grande demais. Com todos os seres viventes marinhos mortos, quanto de poluição e doença conterá tal mar de sangue!
A Terceira Taça — Nos Rios (16:4-7)
O terceiro anjo, presidindo sobre as águas, derrama sua taça nos rios e nas fontes das águas, isto é, as fontes do mar. Todas as fontes de progresso e bem-estar nacional entram em juízo porque o comércio e a vida, em geral, dependem dos rios, canais e fontes. Rejeitamos a aplicação inteiramente simbólica de “rios” como a vida comum da nação caracterizada por princípios reconhecidos e aceitos de governo, e “fontes das águas” como as fontes de prosperidade e bem-estar transformadas em sangue (envenenado moralmente). Sustentamos que o anjo da guarda que controla as águas as poluirá num instante.
Dois anjos aparecem nesta declaração dos juízos justos, recíprocos e retributivos de Deus. Primeiro, o anjo das águas (16:4) usa a expressão peculiar da eternidade de Deus—“que és e que eras”. Como o Justo, Deus não exagera no mínimo grau a medida justa de juízo estrito. Os apóstatas haviam derramado o sangue dos santos e dos profetas, e agora a justiça retributiva opera à medida que os assassinos do povo de Deus são forçados a beber a água tornada em sangue. Recebem terrível condenação. São dignos de morte medonha, que agora aparece como amostra da segunda morte no lago do fogo.
Refere-se ao segundo anjo como o anjo do altar (16:7). Mais corretamente, é o próprio altar que fala. A primeira parte do versículo 7 pode ser traduzida por “ouvi o altar [personificado], dizendo”. Neste altar, as orações dos santos são oferecidas a Deus, e debaixo dele encontram-se as almas dos mártires que clamam por vingança sobre seus inimigos e sobre os inimigos de Deus. Assim o anjo e o altar, representando o céu inteiro, admitem que os juízos de Deus sejam justos e verdadeiros. Todos, dentro do santuário celeste, estão do lado de Deus à medida que ele age como o grande vingador dos seus. Os clamores dos altares desde a época de Abel agora serão vingados para sempre (Mt 23:35).
Para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar. Mateus 23:35 Bibliografia H. Lockyer
3.3. O sol:
A Quarta Taça — Sobre o Sol (16:8, 9)
Sob a quarta trombeta escurece-se a terça parte do sol (8:12), mas aqui o poder abrasador do sol intensifica-se. “Foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo.” Esta há de ser a bomba H de Deus. Não interpretamos o sol simbolicamente nesta passagem (como autoridade suprema governamental representada pelo mundo romano revivificado), mas como o sol real, de cujo calor nada pode escapar (Sl 19:1-6). Tendo controle completo sobre suas obras criadas, Deus intensifica o calor do sol e com isso causa grande morticínio. Descrevendo o grande e terrível dia do Senhor, o profeta Joel declarou:
Sob a primeira trombeta as árvores e a relva verde foram queimadas, mas agora Deus aplica sua política da terra abrasada aos corpos dos homens. Podemos nós imaginar a angústia terrível que as multidões experimentarão ao serem abrasadas por esse calor intenso? A versão de Almeida traduz bem a ênfase do grego, ao dizer: “Os homens foram abrasados com grande calor”—isto é, aqueles homens que em 16:2 são descritos como possuindo a marca da besta. Assim como aconteceu com as pragas do Egito, aqui também, nestas pragas do juízo, o povo de Deus fica imune. Assim como os três jovens hebreus foram preservados na fornalha de fogo, assim também o remanescente será protegido por Deus (Ap 7:16; Dn 3:27).
E como o coração de Faraó foi endurecido a despeito da amostra do poder absoluto de Deus sobre sua criação, assim também aqui o sofrimento físico extremo falha em produzir qualquer mudança de coração: “Não se arrependeram para lhe darem glória.” Em vez de serem esmagados pelos juízos de Deus e clamar por misericórdia, estes homens apenas blasfemaram o seu nome. O castigo merecido engrossa os lábios e endurece o coração; os fogos dos juízos falham em purificar. Por ser a bondade da graça que leva ao arrependimento (Rm 2:4), os homens que não são ganhos por meio da graça jamais serão ganhos.
Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento? Romanos 2:4
Podemos apenas especular sobre o que poderia ter acontecido se tivesse havido arrependimento santo da parte destes homens com sua carne em fogo. Teria Deus, com autoridade sobre as pragas, parado a tempestade de sua ira e uma vez mais abençoado os arrependidos com seu favor? A tragédia será a falta absoluta de humildade e pesar da parte do homem pelo pecado. Um juízo duplo como o calor abrasador e ausência de água potável falhará em produzir qualquer mudança de coração. Por ser este povo réprobo por completo, Deus os abandonará. Bibliografia H. Lockyer
CONCLUSÃO
O controle de todas as coisas pertence a Deus. Quando chegarem os dias compreendidos pelo derramar das sete taças, todos os poderes inimigos de Deus e resistentes ao Seu domínio estarão a serviço dEle, e prepararão o palco, onde eles mesmos serão julgados e condenados. Portanto, querido irmão, se tudo estiver dando errado na tua vida, sossegue Deus está no controle.
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